
Tradicional festa comunitária de Chiquinho do Divino em Arari, o Festejo Imperial Maior do Divino Espírito Santo, é realizado desde 1977. Teve teve origem em duas promessas do seu idealizador, Francisco Leocádio Bogéa Maciel, o Chiquinho do Divino, por ocasião de problemas de saúde de sua mãe e de sua esposa, em momentos distintos.
Inicialmente, em cumprimento da primeira promessa – de 1965, pela saúde da sua mãe, começou a ser realizada em 23 de setembro de 1977 com um Terecô, baile religioso popular animado por caixeiras e acompanhado de ladainha, em um único dia de festa. A festa cumpria a primeira promessa, feita em 1965. Manteve esse formato nos três primeiros anos.
A partir de 1980, motivada por uma segunda promessa, pela recuperação da saúde de sua esposa, a celebração passou a ter três dias, com todos os rituais da Festa do Divino propriamente ditos, acrescidos de vesperal para adolescentes, à tarde, e festa dançante para adultos, à noite.
Nesse formato, o evento conta com alvoradas, café da manhã com o Império, recepção das caixeiras, busca, retirada e levantamento do mastro, ladainhas, Terecô, morte do boi, chegada dos mordomos, cortejo e coroação do imperador e da imperatriz, valsa do Império, missa, derrubada do mastro, ceia de cerimônia e transmissão da coroa.
O festejo realiza-se sempre no último fim de semana de outubro, no salão cultural que o mestre Chiquinho fundou no bairro BR-222, o antigo Clube do Chiquinho, hoje Salão Imperial do Divino Espírito Santo. Ali também se promovem outros eventos culturais e de entretenimento, associados e paralelos ao festejo religioso.
O festejo religioso e os eventos de entretenimento (vesperais para crianças e adolescentes e festas dançantes noturnas para adultos) são promovidos pela Associação Cultural Imperial Maior do Divino Espírito Santo de Arari, tendo à frente uns dos filhos do idealizador da iniciativa, Raimundo Nonato Souza Maciel.
